Caríssimos:
Tenho acompanhado, com preocupação, a atual situação do PPV.
Não vou concorrer por nenhuma lista, irei manter-me apenas filiada, por motivos pessoais.
Mas há aqui uma questão que penso ser essencial e que não está a ser bem gerida, na minha opinião.
Lá porque há uma, duas, ou quiçá mais listas ao PPV, não podemos esquecer que estamos todos no PPV por uma Causa.
Nunca antes o PPV se pautou por ataques ou picardias entre os seus filiados, quer de forma direta, quer de forma subtil. Nunca!
Sei
do que falo, porque ajudei a fundá-lo. E não me parece correto, que
agora, numa altura de maior fragilidade do seu principal mentor, tal
aconteça.
Neste momento, sinto que toda a gente está a perder a razão que possa ter, e o melhor é começar de novo. Que vos parece?
Partido
à parte, embora não esquecendo que de facto é preciso cuidar dos
destinos do PPV (destino esse que não defendo ser o da extinção),
considero que o estado de saúde do Luís Botelho implica uma serenidade
que ele não está a ter (e por isso, as reações algo confrontativas dele,
como resposta).
Parece-me,
que não trazia ao PPV qualquer tipo de problema o facto de se alargarem
os prazos para a entrega das listas. Se a pessoa que lidera uma das
listas e que por acaso até foi a pessoa que até hoje mais deu ao PPV, se
encontra no estado em que está, em recuperação mas com todo o esforço
que essa recuperação implica, mas ainda assim, com vontade de concorrer,
porque não alargar um pouco o prazo, para que a todos que o queriam
seja dada essa possibilidade? É que não é a mesma coisa estar internado a
recuperar de um transplante, ou em “vida corrente” e normal. Penso que
será uma questão de justiça. E quando as pessoas se sentem injustiçadas,
especialmente uma que está a lutar pela própria vida, acontece isto: o
ataque como única forma de defesa.
Não
esqueço e gostaria que ninguém esquecesse isto: este partido foi criado
por amor. À vida, à família, aos valores. Não por lutas internas comuns
a tantos outros partidos. As pessoas podem ser concorrentes, mas não
têm de esquecer o essencial. Substituamos os possíveis EGOS, mágoas ou
diferentes pontos de vista, por compreensão, amor, caridade e
serenidade.
Apenas isto me leva a escrever neste momento. E aproveito para esclarecer a minha posição em relação a variadas coisas:
-
Não estou de acordo com a implementação de quotas, por mínimas que
sejam (esta foi uma das principais premissas aquando da criação do PPV).
E infelizmente, não posso contribuir para as pendências financeiras que
ainda existem. Essas pendências não impedirão o PPV de existir, e
poderá haver outras alternativas para que sejam pagas (organização de
eventos e outros, que os novos órgãos eleitos entenderem por bem a fim
de se regularizar quando possível o que é preciso).
-
Congratulo o Luís Paiva, pela sua grande generosidade. Acredito que
esse esforço unido às tais iniciativas acima apontadas, podem resolver o
que está pendente relativamente a 2009.
- Fico muito feliz pela absolvição do PPV pelo TC relativamente a 2011. J
-
Felicito a coragem da Joana, porque apesar da inexperiência política,
abraçou o desafio de ser Responsável-Geral do PPV. E também pela coragem
de se afastar dando prioridade a um estado que deve sim ser preservado.
Que tudo corra bem com a sua gravidez, Joana.
-
Reconheço a integridade que sempre percebi e admirei ao José Cerca, e
por isso, lhe apelo que faça o que puder pelo alargamento urgente dos
prazos para a entrega das listas (que a ninguém prejudicará), e que num
plano unicamente pessoal desconte ao Luís algum excesso que possa ter
tido, fruto de quem está no limite de forças que nem sei como tem! Aos
amigos, perdoa-se e ajuda-se, sei que concordará.
-
Agradeço a TODOS os que em todos os momentos, ou algum momento, na
anterior DPN ou na demissionária deram o que podiam no âmbito do PPV.
Todos os esforços contaram e são dignos de valorização.
-
Continuo a rezar pela recuperação do Luís. Mais do que um transplante
(que no entanto é básico para a vida), é a recuperação e integração do
mesmo no organismo que é o verdadeiro desafio, que consigamos dar-lhe a
compreensão de que precisa agora, e sejamos tolerantes, não esquecendo
de quem ele sempre foi, nem colocando o partido à frente da saúde de uma
pessoa.
- Quanto a mim, já pude dar
mais de mim ao PPV, especialmente na sua fundação e primeiros anos.
Agora não posso por motivos vários, mas não significa que não esteja
atenta e a zelar pelo entendimento ou pelo menos respeito e paz entre
TODOS os que estão no barco e/ou o acompanham.
E
porque nos interessa atrair e unir, e não dividir e confrontar, a todos
desejo uma postura de serenidade e fraternidade, onde cada um tenha
lugar e seja valorizado, e onde os principais valores do PPV se
mantenham intocáveis.
Que sejamos todos elevados de espírito, para bem de cada um, de todos e dos valores que defendemos.
Paz e bem a todos. Que acima do que move a cada um, saibamos todos ser irmãos.
Andreia de Jesus