sábado, 14 de março de 2015

obrigado, Andreia de Jesus

Caríssimos:

Tenho acompanhado, com preocupação, a atual situação do PPV.

Não vou concorrer por nenhuma lista, irei manter-me apenas filiada, por motivos pessoais.

Mas há aqui uma questão que penso ser essencial e que não está a ser bem gerida, na minha opinião.

Lá porque há uma, duas, ou quiçá mais listas ao PPV, não podemos esquecer que estamos todos no PPV por uma Causa.

Nunca antes o PPV se pautou por ataques ou picardias entre os seus filiados, quer de forma direta, quer de forma subtil. Nunca!

Sei do que falo, porque ajudei a fundá-lo. E não me parece correto, que agora, numa altura de maior fragilidade do seu principal mentor, tal aconteça.

Neste momento, sinto que toda a gente está a perder a razão que possa ter, e o melhor é começar de novo. Que vos parece?

Partido à parte, embora não esquecendo que de facto é preciso cuidar dos destinos do PPV (destino esse que não defendo ser o da extinção), considero que o estado de saúde do Luís Botelho implica uma serenidade que ele não está a ter (e por isso, as reações algo confrontativas dele, como resposta).

Parece-me, que não trazia ao PPV qualquer tipo de problema o facto de se alargarem os prazos para a entrega das listas. Se a pessoa que lidera uma das listas e que por acaso até foi a pessoa que até hoje mais deu ao PPV, se encontra no estado em que está, em recuperação mas com todo o esforço que essa recuperação implica, mas ainda assim, com vontade de concorrer, porque não alargar um pouco o prazo, para que a todos que o queriam seja dada essa possibilidade? É que não é a mesma coisa estar internado a recuperar de um transplante, ou em “vida corrente” e normal. Penso que será uma questão de justiça. E quando as pessoas se sentem injustiçadas, especialmente uma que está a lutar pela própria vida, acontece isto: o ataque como única forma de defesa.

Não esqueço e gostaria que ninguém esquecesse isto: este partido foi criado por amor. À vida, à família, aos valores. Não por lutas internas comuns a tantos outros partidos. As pessoas podem ser concorrentes, mas não têm de esquecer o essencial. Substituamos os possíveis EGOS, mágoas ou diferentes pontos de vista, por compreensão, amor, caridade e serenidade.

Apenas isto me leva a escrever neste momento. E aproveito para esclarecer a minha posição em relação a variadas coisas:

- Não estou de acordo com a implementação de quotas, por mínimas que sejam (esta foi uma das principais premissas aquando da criação do PPV). E infelizmente, não posso contribuir para as pendências financeiras que ainda existem. Essas pendências não impedirão o PPV de existir, e poderá haver outras alternativas para que sejam pagas (organização de eventos e outros, que os novos órgãos eleitos entenderem por bem a fim de se regularizar quando possível o que é preciso).
- Congratulo o Luís Paiva, pela sua grande generosidade. Acredito que esse esforço unido às tais iniciativas acima apontadas, podem resolver o que está pendente relativamente a 2009.
- Fico muito feliz pela absolvição do PPV pelo TC relativamente a 2011. J                              
- Felicito a coragem da Joana, porque apesar da inexperiência política, abraçou o desafio de ser Responsável-Geral do PPV. E também pela coragem de se afastar dando prioridade a um estado que deve sim ser preservado. Que tudo corra bem com a sua gravidez, Joana.
- Reconheço a integridade que sempre percebi e admirei ao José Cerca, e por isso, lhe apelo que faça o que puder pelo alargamento urgente dos prazos para a entrega das listas (que a ninguém prejudicará), e que num plano unicamente pessoal desconte ao Luís algum excesso que possa ter tido, fruto de quem está no limite de forças que nem sei como tem! Aos amigos, perdoa-se e ajuda-se, sei que concordará.
- Agradeço a TODOS os que em todos os momentos, ou algum momento, na anterior DPN ou na demissionária deram o que podiam no âmbito do PPV. Todos os esforços contaram e são dignos de valorização.
- Continuo a rezar pela recuperação do Luís. Mais do que um transplante (que no entanto é básico para a vida), é a recuperação e integração do mesmo no organismo que é o verdadeiro desafio, que consigamos dar-lhe a compreensão de que precisa agora, e sejamos tolerantes, não esquecendo de quem ele sempre foi, nem colocando o partido à frente da saúde de uma pessoa.
- Quanto a mim, já pude dar mais de mim ao PPV, especialmente na sua fundação e primeiros anos. Agora não posso por motivos vários, mas não significa que não esteja atenta e a zelar pelo entendimento ou pelo menos respeito  e paz entre TODOS os que estão no barco e/ou o acompanham.

E porque nos interessa atrair e unir, e não dividir e confrontar, a todos desejo uma postura de serenidade e fraternidade, onde cada um tenha lugar e seja valorizado, e onde os principais valores do PPV se mantenham intocáveis.

Que sejamos todos elevados de espírito, para bem de cada um, de todos e dos valores que defendemos.

Paz e bem a todos. Que acima do que move a cada um, saibamos todos ser irmãos.

Andreia de Jesus

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